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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

The Walking Dead já começou a enrolar nessa temporada?

O primeiro episódio da sétima temporada deu continuidade a última cena sexta, no qual Negan (Jeffrey Dean Morgan), líder dos Salvadores, encontra o grupo de Rick (Andrew Lyncoln) e decide demonstrar sua força e poder matando integrantes do bando do protagonista. Em um jogo de tensão e nervoso, os produtores da série decidiram não revelar quem seria a vítima na mesma temporada, mas deixar um gancho para a próxima.

The Walking Dead voltou para a sua tão aguardada sétima temporada no dia 23 de outubro (Divulgação)
CONTÉM SPOILERS
 
O retorno da temporada começa logo depois do acontecido, ou seja, a revelação de quem deixaria a série só aconteceu no meio do episódio.  O inicio é focado na dinâmica  entre Negan e Rick,  que está em uma posição adversa da que  ele vinha exercendo dentro da história. O protagonista, ao longo das temporadas, se tornou um homem mais frio, que impõe suas vontades e decisões, um líder que inspira seguidores e confiança. Ver a reluta de Rick em sucumbir ao vilão foi emocionante, ao mesmo tempo,  a série mantinha o suspense: “Quem morreu? ”.  

Muitos fãs dos quadrinhos já esperavam pela morte do Glenn (Steven Yeun), não foi uma surpresa, mas não deixou de ser um dos episódios mais chocantes da série. Não só o Glenn partiu, mas também o Abraham (Michael Cudlitz) e é difícil não ficar emocionado com a despedida deles. Mesmo depois do  trágico ocorrido, Rick ainda não está totalmente desestruturado e ainda carrega certa arrogância. Negan quer destruir a confiança dele e para isso decide fazer terrorismo psicológico.  Em uma cena carregada de tensão, coroada pelas excelentes atuações de Morgan e Lyncoln, o vilão consegue o que tanto deseja. Depois de tanto suspense, os fãs ficaram animados: “Será essa a melhor temporada de The Walking Dead?”. 
 
Então chegou o segundo episódio, focado na introdução do Reino e nos conflitos de Carol (Melissa McBride). O episódio não foi ruim, foi mais dramático e ao mesmo tempo serviu para  apresentar outra face do universo da série. O ritmo é muito mais lento do que seu antecessor, mas é perdoável pelos pontos fortes apresentados. Ezekiel (Khary Payton), líder do Reino, é um deles, pois representa o contrário de Negan, do Governador e até do Rick, é um homem mais calmo e que busca trazer a sensação de segurança para os seres humanos ao seu redor mesmo estando em uma posição de rei. Shiva é outro espetáculo, a tigresa em CGI é de tirar o fôlego e desperta curiosidade, pois não é comum ter tigres como animais de estimação ainda mais em um universo de extrema hostilidade. Resumindo, o episódio pode não ser tão  empolgante, mas se faz necessário, inclusive para explorar os conflitos internos, se matar é mesmo necessário, da Carol.

Daryl Dixon foi sequestrado por Negan no primeiro episódio da sétima temporada (Reprodução/ PureBreak)
No último domingo (06), o terceiro episódio decidiu focar em Daryl (Norman Reedus) e na tortura psicológica e física cometida por Negan e seus seguidores.  A todo tempo parece que algo importante vai acontecer : “Será que ele vai fugir? Será que ele vai fingir aceitar trabalhar para o Negan no intuito de traí-lo? Será que ele vai morrer?”. Infelizmente não recebemos uma resposta concreta a nenhuma destas questões, ou seja, a história começa de um ponto e termina no mesmo, pelo menos para Daryl.  O ponto positivo foi mesmo Dwigth, um dos Salvadores, que foi mais explorado dentro do episódio. Fica claro que ele não acredita na filosofia do líder, mas se mantém fiel pelo medo. Uma semente de uma possível revolução é plantada.

Assim, o episódio parece que não foi tão ruim e, de fato, ele não foi. O único problema é que tudo que aconteceu poderia ter se passado em 30 minutos ou menos, a repetição da tortura do Daryl, por exemplo, é maçante. Os 45 minutos se passam e parece que nada aconteceu. Em algumas séries funciona trabalhar um núcleo por episódio, como em Game of Thrones, mas isso não acontece em The Walking Dead. Exemplo disso, é o episódio na sexta temporada que foca na história do Morgan quando na verdade todos estavam interessado em saber se o Glenn estava vivo ou não. Esta decisão criativa não é só entediante como também irrita os fãs provando que a técnica de enrolar é costumeira  e incomoda.

A série, de fato, não é de ação, mas isso não a isenta de ter a função prender o espectador.  Enfim, o que fica é a torcida para que não haja mais enrolação e que The Walking Dead apresente algo realmente empolgante antes do último episódio anterior ao hiato. E também fica o questionamento: “Será que The Walking Dead funcionaria melhor com menos episódio, como na primeira e segunda temporada, ou é possível começar a aproveitar melhor seus 45 minutos?”. Ficamos na torcida para que o resto da temporada nos mostre que esse  foi apenas um deslize e eles conseguirão produzir a melhor temporada da série.

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