O primeiro episódio da sétima temporada deu continuidade a última cena sexta,
no qual Negan (Jeffrey Dean Morgan), líder dos Salvadores, encontra o grupo de
Rick (Andrew Lyncoln) e decide demonstrar sua força e poder matando
integrantes do bando do protagonista. Em um jogo de tensão e nervoso, os
produtores da série decidiram não revelar quem seria a vítima na mesma temporada, mas
deixar um gancho para a próxima.
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| The Walking Dead voltou para a sua tão aguardada sétima temporada no dia 23 de outubro (Divulgação) |
CONTÉM SPOILERS
O
retorno da temporada começa logo depois do acontecido, ou seja, a
revelação de quem deixaria a
série só aconteceu no meio do episódio. O inicio é focado na dinâmica
entre Negan e Rick, que está em uma posição adversa da que ele
vinha exercendo dentro da história. O protagonista, ao longo das
temporadas, se tornou um homem mais frio, que impõe suas vontades e
decisões, um líder que
inspira seguidores e confiança. Ver a reluta de Rick em sucumbir
ao
vilão foi emocionante, ao mesmo tempo, a série mantinha o suspense:
“Quem morreu? ”.
Muitos fãs dos
quadrinhos já esperavam pela morte do Glenn (Steven Yeun), não foi uma surpresa, mas não
deixou de ser um dos episódios mais chocantes da série. Não só o Glenn partiu,
mas também o Abraham (Michael Cudlitz) e é difícil não ficar emocionado com a despedida deles. Mesmo depois
do trágico
ocorrido, Rick ainda não está
totalmente desestruturado e ainda carrega certa arrogância. Negan quer
destruir a confiança dele e para isso decide fazer terrorismo
psicológico. Em uma cena
carregada de tensão, coroada pelas excelentes atuações de Morgan e Lyncoln, o
vilão consegue o que tanto deseja. Depois de tanto suspense, os fãs
ficaram animados: “Será essa a melhor temporada de The Walking Dead?”.
Então chegou o
segundo episódio, focado na introdução do Reino e nos conflitos de Carol (Melissa McBride). O
episódio não foi ruim, foi mais dramático e ao mesmo tempo serviu para apresentar outra face do universo da série. O
ritmo é muito mais lento do que seu antecessor, mas é perdoável pelos
pontos fortes apresentados. Ezekiel (Khary Payton),
líder do Reino, é um deles, pois
representa o contrário de Negan, do Governador e até do Rick, é um homem
mais
calmo e que busca trazer a sensação de segurança para os seres humanos
ao seu
redor mesmo estando em uma posição de rei. Shiva é outro
espetáculo, a tigresa em CGI é de tirar o fôlego e desperta curiosidade,
pois não é comum ter tigres como animais de estimação ainda mais em um
universo de extrema hostilidade. Resumindo, o
episódio pode não ser tão empolgante, mas se faz necessário, inclusive
para explorar os conflitos internos, se matar é mesmo necessário, da
Carol.
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| Daryl Dixon foi sequestrado por Negan no primeiro episódio da sétima temporada (Reprodução/ PureBreak) |
No
último domingo
(06), o terceiro episódio decidiu focar em Daryl (Norman Reedus) e na
tortura psicológica e física cometida por Negan e seus
seguidores. A todo
tempo parece que algo importante vai acontecer : “Será que ele vai
fugir? Será
que ele vai fingir aceitar trabalhar para o Negan no intuito de traí-lo?
Será
que ele vai morrer?”. Infelizmente não recebemos uma resposta concreta a
nenhuma destas questões, ou seja, a história começa de um ponto e
termina no mesmo,
pelo menos para Daryl. O ponto positivo
foi mesmo Dwigth, um dos Salvadores, que foi mais
explorado dentro do episódio. Fica claro que ele não acredita na filosofia do líder, mas se mantém fiel pelo medo. Uma
semente de uma possível revolução é plantada.
Assim, o episódio parece que não foi tão ruim e, de fato, ele não foi. O único
problema é que tudo que aconteceu poderia ter se passado em 30 minutos ou
menos, a repetição da tortura do Daryl, por exemplo, é maçante. Os 45 minutos se passam e parece que nada aconteceu. Em
algumas séries funciona trabalhar um núcleo por episódio, como em Game of
Thrones, mas isso não acontece em The Walking Dead. Exemplo
disso, é o episódio na sexta temporada que foca na história do Morgan quando na verdade
todos estavam interessado em saber se o Glenn estava vivo ou não. Esta decisão criativa não é só entediante como também irrita os fãs provando que a técnica de enrolar é
costumeira e incomoda.
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